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Não ao fechamento do Odorico Tavares

Não ao fechamento do Odorico Tavares

Na ALBA, Paulo Câmara questionou decisão do governo estadual

Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), no dia 27 de janeiro, o deputado Paulo Câmara questionou a decisão do governo estadual de alienar o terreno do Colégio Odorico Tavares, localizado no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador.

Na ocasião, o deputado quis entender quais foram os critérios utilizados pelo governo para a escolha de uma área da educação pública, e não outra, já que existem diversos terrenos e imóveis de domínio do estado, alguns, inclusive, há muito tempo sem uso. Diante disso, o parlamentar solicitou a relação de propriedades que são possíveis para a mesma finalidade e assim os deputados terem melhores condições de avaliar o que é melhor para a sociedade e que ao mesmo tempo atenda às necessidades de investimento do estado.

Ao citar os dados da educação pública estadual, cujo ensino médio figura como o pior do país, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), além de o estado estar entre os piores indicadores em Competitividade, Inovação e Educação no Ranking de Competitividade dos Estados no ano de 2019, Paulo Câmara questionou: “Por que o governo do estado escolheu buscar novas receitas tirando da educação pública? Uma vez que este setor não vem tendo a prioridade que merece nos últimos anos”, indagou.

Não ao uso da força policial – Ainda no seu discurso, Paulo Câmara se mostrou perplexo pelo uso da força policial por parte do estado para retirar os estudantes que ocuparam o colégio na tentativa de impedir o seu fechamento. “Por todos esses motivos, eu quero deixar bem claro que fui contra esse ato do Governo do Estado, que prejudica ainda mais a educação pública da Bahia”, frisou o deputado.